quinta-feira, 9 de outubro de 2008

>> A corrente da Desgraça (falta de graça)

Quando me sinto injustiçado, posso inventar centenas de razões contra o perdão. "Ele precisa aprender uma lição". "Vou deixá-la sofrendo por um tempo; isto vai fazer-lhe bem". "Não sou eu quem deve dar o primeiro passo". Quando finalmente me rendo ao ponto de conceder o perdão, parece que ocorre um salto, da razão para a emoção.

Um fator que me motiva a perdoar é que como cristão, filho de um Pai que perdoa, devo fazê-lo. Jesus disse: "Se tiverem alguma coisa contra alguém, perdoem-no, para que também o Pai celestial lhes perdoe os seus pecados" (Mateus 11:25).

Mas além disso, posso identificar três razões pragmáticas. Primeiro, o perdão interrompe o ciclo da culpa e da dor, quebrando a corrente da falta de graça. Sem o perdão, permanecemos presos às pessoas às quais não conseguimos perdoar, presos nas garras do seu domínio.

Segundo, o perdão liberta o ofensor da culpa. Dá a possibilidade de transformação da parte culpada, mesmo se ainda for necessária uma justa punição.

E terceiro, o perdão cria uma ligação notável, colocando aquele que perdoou do lado do ofensor. Não somos muito diferentes dos que erram como gostaríamos de pensar, pois nós também precisamos pedir ao nosso Pai celestial: "Perdoa as nossas dívidas" (Mateus 6:12).

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