segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

» Ramalhetes

Certa manhã eu estava olhando através da nossa "janela para o mundo" para um buquê de flores num vaso, no banco em frente à casa de um velho carpinteiro. Percebi que o buquê já estava velho; as folhas secaram e as flores estavam caindo.

Naquela mesma manhã, também li um livro de poesias de George Herbert e, por "acaso", me deparei com um poema intitulado "Vida". Nele, o autor fala de um ramalhete de flores que guardou, a fim de poder cheirar a fragrância. Mas, como ele escreveu, "O tempo acenou para as flores e, ao meio-dia, elas astuciosamente murcharam e secaram na minha mão".

A perda das flores fez o poeta ver, a princípio, a "gentil admoestação do tempo". Herbert escreveu que isso fez sua mente "cheirar o meu dia fatal; embora adoçasse a minha desconfiança". Mas embora as flores secas o tivessem lembrado da sua própria morte, ele encontrou na metáfora algo que lhe adocicou o pensamento. Herbert concluiu:

Adeus, queridas flores, vocês gastaram docemente o seu tempo

Prestaram, quando vivas, para cheirar e ornamentar.

E, depois da morte, para curas.

Eu seguirei avante, sem reclamações ou tristeza,

Porque, se o meu perfume for bom,

Não me importo se ele for tão curto quanto os seus.

Que sabedoria neste poema! O nosso tempo, embora curto, pode ser gasto "docemente" – uma doce fragrância de Cristo para os outros (2 Coríntios 2:14-16). Essa não deveria ser a nossa oração todos os dias, quando levantamos?


Meditação: Porque para Deus somos o aroma de Cristo. (2 Coríntios 2:15)

Pensamento: Uma vida piedosa é uma fragrância que atrai outros a Cristo.

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